Brasília (AE) - O PT do Senado começou a recolher assinaturas para votar em regime de urgência o projeto de lei, conhecido como “Ficha Limpa”, que barra a candidatura de políticos condenados pela Justiça. A votação rápida da proposta é uma reação dos líderes partidários às declarações do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que disse que o Ficha Limpa “não é um projeto do governo, é da sociedade”. “Eu avalio que o governo do presidente Lula é sensível aos interesses da sociedade e, por isso, nos vamos defender a urgência para o Ficha Limpa”, disse o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que foi encarregado pela liderança do PT de conseguir as assinaturas para dar prioridade à votação do projeto Ficha Limpa.
Ao mesmo tempo, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e relator do Ficha Limpa, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), anunciou ontem que apresentará seu parecer sobre a proposta na próxima quarta-feira, dia 19. A ideia é votar o Ficha Limpa no mesmo dia, caso ninguém peça vistas - mais tempo para analisar a proposta.
Para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o projeto Ficha Limpa “é uma aspiração nacional, uma necessidade que amadureceu na consciência do país”. Ele saiu em defesa de Jucá. “Esse projeto não é uma questão partidária. É uma questão de ponto de vista, da consciência de cada um. Eu pelo menos não vi isso até agora como uma posição de governo. Pelo menos, ninguém me falou a respeito disso. Ao contrário, tenho ouvido é manifestação de simpatia”, observou.
“Agora, acho que se o senador Jucá está falando a esse respeito, ele naturalmente não está falando em relação à matéria, mas sim em relação a diversos projetos que estão tramitando aqui. E ele então está fazendo uma avaliação pessoal, que não é a minha avaliação pessoal”, argumentou Sarney. Ele garantiu que vai trabalhar para que a proposta seja votada rapidamente e, dessa forma, possa valer para as eleições ainda deste ano.
Alvo de críticas, o líder Jucá reafirmou ontem que o projeto “Ficha Limpa” não pode ser votado a toque de caixa no Senado. “Não dá para votar um projeto sem discutir. Essa proposta ficou quase oito meses na Câmara e precisa ser debatida no Senado”, disse Jucá. “Não sei o motivo dessa loucura agora de aprovar correndo o projeto.” Na opinião do líder, as novas regras de inelegibilidade de políticos não terão validade para as eleições de outubro deste ano.
Sarney reconhece que proposta é necessária
O presidente do Senado, José Sarney, considera a votação do projeto Ficha Limpa, que impede a candidatura do político condenado em decisão colegiada ainda não definitiva, uma necessidade e uma aspiração nacional. Ele deu essa declaração ao chegar ao Senado na manhã de ontem e afirmou que a questão não é partidária, mas da consciência de cada um dos parlamentares.
“O Projeto Ficha Limpa é uma aspiração nacional, uma necessidade que amadureceu na consciência do país”, destacou. “Então, temos que fazer todo o esforço [para votar o projeto]. Eu mesmo vou convocar os líderes, de modo que votemos isso com a maior urgência, para que possa valer para estas eleições. Isso é uma garantia para o político e uma garantia para o povo, ou seja, todo mundo saber em quem está votando e que todos os candidatos são pessoas que merecem a confiança do país. Ou pelo menos saber que nada existe contra eles”, acrescentou o presidente do Senado.
Indagado sobre como vê a posição do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que não considera esse projeto uma prioridade governamental, José Sarney insistiu que o tema envolve uma questão de consciência e disse não compartilhar da avaliação do senador que lidera a bancada do governo.
Fonte: Agência Estado

No último domingo, o jornal Tribuna do Norte publicou pesquisa da Certus sobre "Avaliação dos...

antonia fernandes, Biologa
Parabéns Mineiro, pela coerência em sua prática política.
hudson alves, recepcionista
É isso aí, Mineiro. Tô contigo e não abro, meu voto é seu!!!!
ana lucia moreira , professora
Parabens deputado, fiquei feliz por nossa classe ter um defensor digno. A classe politica...


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