Notícias
04.09.2008
A saúde pública é a principal despesa de consumo final das administrações públicas, passando de 2,4% a 2,6% do PIB, entre 2000 e 2005, segundo mostra pesquisa divulgada pelo IBGE na manhã desta quarta-feira, 3. De acordo com o estudo, em 2005, o número de beneficiários dos planos privados de assistência médica chegou a 18,5% da população do País.
A pesquisa divulga também dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em junho de 2005, segundo os quais existiam cerca de 34 milhões de vínculos de beneficiários a planos privados de assistência médica e 6 milhões de vínculos a planos exclusivamente odontológicos. Entre junho de 2000 e junho de 2005, o número de beneficiários no segmento de planos de assistência médica cresceu 11,0%.
A maior taxa de cobertura foi registrada em São Paulo, com 35,7% de sua população coberta por planos privados de saúde; e a menor em Roraima, com 2,3%. Entre 2000 e 2005, a receita dessas operadoras privadas médico-hospitalares, apurada pela ANS, passou de R$ 21,8 bilhões para R$ 36,4 bilhões.
O estudo traz também dados sobre importações de bens e serviços relacionados à saúde, que chegaram a R$ 10,0 bilhões em 2005, ou o equivalente a 4,0% do total das importações brasileiras. Já as exportações de bens e serviços de saúde atingiram R$ 1,9 bilhão, ou 0,6% do total das exportações brasileiras em 2005.
Segundo o IBGE, a participação das importações na oferta total de bens e serviços de saúde é "especialmente alta" para os produtos farmoquímicos, ou insumos usados na produção de medicamentos. Em 2003, 93,9% da oferta de farmoquímicos no mercado brasileiro era de produtos importados, proporção que caiu para 83,2% em 2005.
Empregos
As atividades ligadas à saúde no Brasil geraram R$ 97,3 bilhões em 2005, sendo que a saúde pública foi responsável por 33,4% desse total, segundo revela pesquisa divulgada há pouco pelo IBGE. O estudo mostra que, ainda que a participação dessas atividades de saúde no PIB tenha tido uma relativa queda entre 2000 (5,7%) e 2005 (5,3%), elas vêm apresentando sucessivas taxas de crescimento real nesse período, chegando a 5,9% em 2005 em relação ao ano anterior.
Ainda de acordo com o estudo, em 2005 as atividades de saúde respondiam por 3,9 milhões de postos de trabalho (4,3% do total do País), sendo a maior parte deles (2,6 milhões) com vínculo formal. O rendimento médio anual dos trabalhadores do setor era de R$ 15,9 mil.
Segundo o IBGE, a maior fatia do valor adicionado (equivalente ao PIB) das atividades de saúde, em 2005, ficou com a saúde pública (33,4% ou R$ 32,5 bilhões), seguida pelas outras atividades com atenção à saúde (20,4% ou R$ 19,9 bilhões) e pela fabricação de produtos farmacêuticos (13,3% ou R$ 13 bilhões).
Além disso, a despesa de consumo final com bens e serviços de saúde, em 2005, foi de R$ 171,6 bilhões (8,0% do PIB). Desse total, as famílias gastaram R$ 103,2 bilhões; a administração pública gastou R$ 66,6 bilhões e as instituições sem fins de lucro a serviço das famílias (ISFL), R$ 1,8 bilhão.
O estudo também mostra que, ao longo da série histórica (2000 a 2005), a principal despesa de consumo final das famílias foi com outros serviços relacionados com atenção à saúde, que inclui consultas e exames, produzidos principalmente em ambientes ambulatoriais. Os medicamentos também tiveram um peso significativo na despesa das famílias.
A pesquisa foi elaborada a partir de dados extraídos da nova série do Sistema de Contas Nacionais (PIB), de 2000 a 2005; das pesquisas anuais do IBGE nas áreas da indústria e do comércio, assim como da Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS), além dos sistemas de informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O objetivo, segundo o IBGE, é verificar como está estruturado o setor de saúde no País.
Agência Estado
Tags: Saúde