Notícias

14.07.2010

Estudo Ipea: RN reduz 41% da pobreza extrema

A pobreza teve uma queda significativa no Rio Grande do Norte no período de 1995, quando o plano real foi efetivamente implementado, e 2008, ano marcado pela crise financeira que começou nos Estados Unidos e contaminou o resto do mundo. Nesses catorze anos, a pobreza extrema teve uma queda de 41,1% e a absoluta 30,7%, segundo estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

 

Confira estudo completo aqui.

 

O estudo usou como parâmetro o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE e as Contas Nacionais e Regionais, do Tesouro Nacional. A pobreza absoluta se configura quando a renda média domiciliar per capita não ultrapassa meio salário mínimo. Já a pobreza extrema é quando essa mesma renda fica abaixo de um quatro do mínimo, isto é, R$ 127,50 mensais por pessoa a valores de hoje.

O estudo mostra que existe pouca relação entre aumento per capita do Produto Interno Bruto e redução da pobreza. “Entre 1995 e 2008, o Centro-Oeste registrou o maior ritmo médio anual de expansão do PIB per capita (5,3%) do País, embora tenha sido simultaneamente a região do Brasil com o pior desempenho em termos de redução média anual da taxa de pobreza absoluta (-0,9%) e a segunda na diminuição média anual da taxa de pobreza extrema (-2,3%). Neste critério somente perdeu para a região Norte (-1,1%). Em contrapartida, o Sul, que registrou o menor ritmo de expansão médio anual do PIB por habitante (2,3%) foi a região do País que registrou o melhor desempenho em termos de redução nas taxas de pobreza absoluta (-3,0%) e extrema (-3,7%) entre 1995 e 2008. No segundo plano aparecem as regiões Sudeste (2,3%) e  Nordeste (2,0%), com maiores reduções nas taxas de pobreza absoluta e extrema.”

Para o RN erradicar a miséria em 2016, precisaria tirar da situação de pobreza absoluta, em média, 167 mil pessoas por ano.  O estudo do Ipea mostra ainda que o Rio Grande do Norte tem a menor taxa de pobreza extrema (20,2%) e a segunda menor de pobreza absoluta (44,2%) do Nordeste. O Ipea não aponta as causas da redução da pobreza, mas especialistas atribuem a  aceleração no ritmo de redução da miséria ao programa Bolsa Família, que atende hoje a mais 336.890 pessoas no RN.

Brasil pode acabar com a miséria em 2016

Rio de Janeiro (ABr) - Até 2016, o Brasil pode superar a miséria e diminuir a taxa nacional de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo por mês), segundo estudo do Ipea sobre pobreza e miséria. O levantamento alerta que, para atingir esse ideal, o país precisa equilibrar a desigualdade que existe entre os estados em relação às taxas de redução da pobreza.

O desafio é fazer com que os estados apresentem ritmos diferenciados de redução da miséria, justamente por apresentarem níveis diferentes de distribuição de renda e de riqueza. Entre 1995 e 2008, a pobreza extrema entre as unidades da federação foi bem desigual. Em 1995, Maranhão (53, 1%), Piauí (46,8%) e Ceará (43,7%) eram os estados com maior proporção de miseráveis em relação à população. Na outra ponta da lista, Santa Catariana (2,8%), São Paulo (4,6%) e Paraná (5,7%) apresentaram os melhores resultados.

Fonte: Tribuna do Norte

Tags: Notícias

Bookmark and Share
  1. Twitter
  2. orkut
  3. Flickr
  4. Issuu
  5. You tube

Redes sociais

Blog

Falência múltipla dos órgãos administrativos

No último domingo, o jornal Tribuna do Norte publicou pesquisa da Certus sobre "Avaliação dos...

+ leia mais

  • Boletim

    Cadastre-se para receber nosso informativo digital. Abaixo, leia as últimas edições.

    + ver anteriores

    1. Perfil
    2. Parlamento
    3. Blog
    4. Notícias
    5. PT no RN

    Assembléia Legislativa do RN
    Gabinete do Deputado Estadual Fernando Mineiro - PT
    Pça Sete de Setembro,s/n, Centro - Natal/RN CEP 59025-300
    Tel/fax: (84) 3232 5823 – 3232 5824

    © Todos os direitos Reservados. Fernando Mineiro