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14.05.2009
O nível do Rio Mossoró voltou a subir e a provocar alagamentos, sobretudo, na zona rural, ontem. Nas localidades Picada I e II, a enchente alagou áreas ribeirinhas e provocou o deslocamento de três famílias, que, apesar da sugestão da Defesa Civil de instalá-las em abrigos públicos, preferiram casas de vizinhos. Em meados da tarde, o nível do rio estava 1 metro e 28 centímetros acima do normal.
A água que alagou Picada decorre do aumento do nível do rio devido à sangria nos últimos dias de outros açudes no Alto Oeste, como em São Francisco do Oeste e Francisco Dantas, e que antes de chegar a Mossoró alagou a cidade baixa de Felipe Guerra. "Foi um aumento desproporcional do rio em função de novas sangrias", informa o coordenador da Defesa Civil, Álber Nóbrega.
Essa água só não provocou novos alagamentos na zona urbana de Mossoró por conta da tricotomização do rio Mossoró, segundo ele, "O rio vem alto, mas na altura da ponte de ferro do Alto da Conceição, divide-se nos canais e passa pelo Centro num nível bem mais baixo", explica Nóbrega.
Mesmo assim, a Defesa Civil trabalha com a possibilidade de novos alagamentos, o que ocorrerá se o nível do rio chegar a dois metros acima do normal. Por isso, a Secretaria de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (SEDETEMA) põe caminhões de sobreaviso, em caso de necessidade de deslocamento de outras famílias de áreas alagadas.
CUSTO
A Prefeitura de Mossoró prevê aplicação de até R$ 2 milhões na assistência às vítimas das enchentes. O dinheiro custeará todos os serviços oferecidos às cerca de três mil pessoas, coisa de 715 famílias, desabrigadas por conta das chuvas.
Álber Nóbrega diz que a estrutura de apoio aos desabrigados é dispendiosa e tem sido feita de forma sistemática. O trabalho começa, segundo ele, com a remoção das famílias das áreas de risco, por caminhões locados pelo município.
Nos abrigos, em prédios públicos do município, as famílias recebem alimentação diária, medicamentos, assistência de saúde com profissionais do Programa Saúde da Família e atividades de terapia ocupacional.
Álber Nóbrega lembra que as 500 cestas básicas e os 200 colchões enviados pelo Governo do Estado para Mossoró são utilizados na assistência a algumas das famílias, porque são insuficientes. "As cestas básicas do Governo não vão durar muito tempo", alertou.
Fonte: Jornal De Fato
Tags: Chuvas no RN