O Ministério Público se pronunciou ontem, após ouvir os interrogatórios dos últimos entre os 22 réus da Operação Impacto, dizendo, de maneira categórica, que foram verificadas “várias contradições, versões desencontradas e inverossímeis por parte dos réus, que numa análise técnica os deixa numa situação delicada”. Os promotores de Defesa do Patrimônio Público, que vinham trabalhando o processo de maneira silenciosa (inclusive evitando a imprensa), adotaram ontem um discurso mais forte, face a estratégia dos advogados de defesa, que adotam um discurso agressivo, inclusive tentando passar para a opinião pública a tese de que a inocência dos réus deve prosperar por não haver provas suficientes para incriminá-los.
Raimundo Carlyle aguarda extratos bancários de três réus, pedidos ao Banco do BrasilOntem, durante o interrogatório do empresário Ricardo Abreu e do corretor de imóveis José Francisco Garcia Hernandes, o promotor Afonso de Ligório (que vinha participando das últimas audiências sozinho) teve a participação dos também promotores Keiviany Sena e Eudo Leite.
Alvo de questionamento da defesa, as provas colhidas pela acusação e anexadas aos autos não foram, na opinião dos representantes do MP, questionadas nos interrogatórios. Entre elas são citadas o teor das interceptações telefônicas; a origem do dinheiro apreendido com os acusados; o depoimento dos funcionários do Banco do Brasil; as informações bancárias anexadas ao processo e o georreferenciamento, que mostrou o deslocamento dos réus no dia da operação.
Para eles, “os interrogatórios demonstraram a força das provas apresentadas pela acusação”. “A sociedade pode ficar tranquila que o Ministério Público está fazendo seu trabalho de forma técnica, séria e consistente. Não estamos fazendo jogo de cena”, afirmaram os promotores.
Eles também se pronunciaram sobre o fato de 13 dos 21 acusados não haverem comparecido aos interrogatórios e lembraram ainda que dois dos interrogados, o ex-vereador Salatiel de Sousa e o vereador Júlio Protásio, se recusaram a responder os questionamentos do promotor Afonso de Ligório. Os dois réus limitaram-se a responder as perguntas do juiz Raimundo Carlyle e dos advogados de defesa. “Essa é mais uma oportunidade para que os acusados apresentem suas defesas e contestem as provas apresentadas pelo Ministério Público. Mas eles preferiram se omitir”, ressaltaram os promotores.
O Ministério Público acusa o empresário Ricardo Abreu de ter emitido dois cheques para pagar propinas aos vereadores durante a votação das emendas ao Plano Diretor de Natal (PDN). O empresário alega que esses cheques seriam fruto de uma transação de compra e venda de imóveis e não para pagar nenhum esquema ilícito. Os promotores disseram que a transação declarada pelo empresário “é fictícia e feita só para tentar dissimular o pagamento da propina”.
O juiz da 4ª Vara Criminal, Raimundo Carlyle, aguarda agora a resposta ao ofício que determinou o envio da movimentação bancária dos réus Dickson Nasser, Adenúbio Melo e Aluízio Machado, no período que compreende 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro do mesmo ano. Após, o processo seguirá para as alegações finais antes de ser sentenciado.
Os réus são acusados de lavagem de dinheiro e corrupção. Caso sejam condenados podem pegar penas de 2 a 12 anos de prisão pelo crime de corrupção e de 3 a 10 por lavagem de dinheiro, com a possibilidade de acumularem as penas pelos dois crimes.
Fonte: Tribuna do Norte

No último domingo, o jornal Tribuna do Norte publicou pesquisa da Certus sobre "Avaliação dos...

antonia fernandes, Biologa
Parabéns Mineiro, pela coerência em sua prática política.
hudson alves, recepcionista
É isso aí, Mineiro. Tô contigo e não abro, meu voto é seu!!!!
ana lucia moreira , professora
Parabens deputado, fiquei feliz por nossa classe ter um defensor digno. A classe politica...


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