A greve dos professores da rede estadual de ensino já reflete na relação política do PT com a governadora Wilma de Faria (PSB). Ontem, o deputado estadual Fernando Mineiro apimentou o discurso e já não direciona as críticas apenas à secretária estadual de Educação, Ana Cristina. Na opinião dele, a crise é resultado da condução do Governo.
Durante entrevista ao programa Redação 99, na FM Cidadão, em Mossoró, o deputado denunciou a falta de estrutura das escolas da rede estadual. Afirmou que existe carência de professores e funcionários e acusou a secretária Ana Cristina de estar colocando a perder os avanços que o Governo conseguiu, com a eleição direta para professor e o plano de cargos e salários. “Está colocando a perder com o aval da governadora”, afirmou Mineiro, acrescentando que estranha muito Wilma de Faria estar aceitando os atos da secretária de Educação.
Na tarde de ontem, o deputado abordou a crise no plenário da Assembléia Legislativa. O deputado lembrou que a comissão da Assembléia Legislativa, da qual faz parte, vem atuando para facilitar o diálogo entre grevistas e Governo. O parlamentar afirmou que esse esforço caiu por terra, quando Ana Cristina concedeu entrevista anunciando a abertura de inquérito administrativo para demitir os grevistas.
“Falei com a governadora Wilma de Faria hoje (ontem) e disse que não tenho mais como intermediar esse processo”, disse Mineiro, acrescentando que o posicionamento da secretária de Educação só acirrou os ânimos e chegou ao limite máximo.
Sempre citando “o Governo”, Fernando Mineiro também disse que houve falta de sensibilidade também no diálogo com os professores e funcionários da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O deputado culpou o Governo pela greve que paralisou a instituição por 72 dias. Ele lembrou ainda que a educação do Rio Grande do Norte tem os piores índices do Brasil.
Outro exemplo desses arranhões veio de Brasília (DF). Os deputados federais Fátima Bezerra (PT) e Rogério Marinho (PSB) ocuparam a tribuna da Câmara para tratar do assunto. A primeira, para defender os professores e criticar a secretária de Educação Ana Cristina; o segundo, para contestar a colega petista, criticar o Sindicato dos Trabalhadores na Educação (SINTE) e defender o Governo Wilma.
Ontem, Fátima Bezerra voltou a criticar a condução das negociações pelo Governo. A deputada disse que não iria comentar o discurso de Rogério Marinho, alegando que não admite que se tente levar a questão da greve dos professores para uma avaliação político-eleitoral.
“Essa história de dizer que a greve é política está atrasada. Isso é coisa da década de 80. A categoria já superou isso”, disse Fátima Bezerra, acrescentando que está muito tranqüila e que o PT não poderia ter uma posição dúbia nesse processo. “Sempre estivemos do lado dos trabalhadores”, afirmou.
Fátima reafirmou as críticas à forma como o Governo vem conduzindo as negociações com a categoria. Ela disse que as medidas adotadas até agora foram “muito ruins, autoritárias e desrespeitosas”. Apesar do tom duro, a deputada acredita que suas críticas não atingem a governadora Wilma de Faria.
Para justificar essa tese, Fátima citou o exemplo da greve dos médicos. Ela lembrou que, apesar dos momentos tensos, em nenhum momento a Secretaria Estadual de Saúde, que é comandada pelo petista Adelmaro Cavalcante, ameaçou cortar o ponto dos grevistas.
“Nossa posição é de defesa dos trabalhadores”, disse Fátima Bezerra, acrescentando que tem essa mesma postura em relação ao Governo Lula, que é do PT. “Imagine com governos aliados”, asseverou a deputada federal.
Fátima não acredita na união dos partidos da base de Lula
O pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que os 13 partidos de sua base aliada procurem construir alianças já nas eleições de 2008 não deve ser acatado no Rio Grande do Norte. Ontem, a deputada federal Fátima Bezerra (PT) admitiu que “é pouco provável” essa união.
Fátima Bezerra lembrou que a eleição de 2008 é municipal. A deputada acha que é difícil unificar 13 partidos no pleito do próximo ano, tendo em vista que são eleições independentes em cada um dos mais de cinco mil municípios brasileiros. “Em cidades com dois turnos, como Natal, fica mais difícil ainda”, alertou.
De acordo com Fátima, o que pode ser extraído desse pedido do presidente Lula é a decisão de restringir a aliança aos partidos da base. “Para nós do PT, já havia essa decisão de definir nossa política de alianças apenas com partidos que estão na base do Governo Lula”, afirmou a deputada, sem querer arriscar com qual dos 13 partidos que formam essa base os petistas do Rio Grande do Norte, em especial de Natal, estariam mais afinados.
Segundo Fátima Bezerra, é precipitado dizer se o PT vai ou não repetir a aliança com o PSB da governadora Wilma de Faria na disputa pela Prefeitura de Natal. “Não temos ainda nenhuma deliberação nesse sentido”, disse a deputada, acrescentando que a única coisa concreta que os petistas têm é o sentimento de que o partido deve lançar um candidato na capital.
Hoje, o nome que desponta no PT à sucessão do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) é o da própria Fátima. No PSB, a candidatura que vem sendo ventilada é a do deputado federal Rogério Marinho. As especulações são de que ele é o nome preferencial da governadora.
Fonte: Jornal de Fato

No último domingo, o jornal Tribuna do Norte publicou pesquisa da Certus sobre "Avaliação dos...

antonia fernandes, Biologa
Parabéns Mineiro, pela coerência em sua prática política.
hudson alves, recepcionista
É isso aí, Mineiro. Tô contigo e não abro, meu voto é seu!!!!
ana lucia moreira , professora
Parabens deputado, fiquei feliz por nossa classe ter um defensor digno. A classe politica...


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