Na última quinta-feira, 2, a pesquisadora potiguar Leide Câmara lançou o livro "A Bossa Nova de Hianto de Almeida", no Palácio da Cultura. A obra tem uma importância singular para a história da música do RN, uma vez que resgata a história e a obra do compositor, nascido em Macau, Hianto de Almeida. A publicação e distribuição é do Sesc/RN.
Hianto foi um dos precursores da Bossa Nova, que revolucionou a música brasileira nos anos 60. A primeira canção gravada por João Gilberto, um dos principais nomes do movimento, por exemplo, foi uma composiçao de Hianto. Trata-se de "Meia Luz", composta em parceria com João Luiz. O primeiro arranjo de Tom Jobim, por sua vez, foi feito em cima de uma música do potiguar. Das 235 composições de Hianto, mais de 100 foram e continuam sendo gravadas por músicos brasileiros. 
"Hianto sempre é citado na literatura da música brasileira, mas de forma tímida. Por isso, decidi fazer essa homenagem a ele, diante da enorme importância do seu trabalho e das comemorações dos 50 anos da Bossa Nova", declara Leide Câmara.
Para o produtor cultural Zé Dias, a "Bossa Nova de Hianto de Almeida" é "o livro mais importante da história da música do RN". "Pela primeira vez, o RN apresenta ao Brasil a figura extraordinária de Hianto de Almeida, um cara fundamental para a Bossa Nova e que, por ter morrido cedo, não é muito lembrado. Esse livro tem importância de um Projeto Seis e Meia, de um Som da Mata, etc.", enfatiza Dias.
Vale salientar que o livro não se trata de uma biografia de Hianto de Almeida, mas de uma cronologia de sua obra. "Entendo que é isso que interessa para a história da música", afirma a autora. A edição será distribuída para todas as bibliotecas do Sesc no Brasil.
Entre os músicos que recentemente gravaram músicas do potiguar, estão Tânia Soares, Didi Avelino e César Camargo Mariano.
Acervo
Leide Câmara é criadora e responsável pelo Instituto Leide Câmara - Acervo da Música Potiguar, que possui mais de 30 mil músicas catalogadas e quatro mil músicos cadastrados. "Temos músicas de potiguares gravadas no cenário brasileiro e canções gravadas por potiguares", conta.
O acervo já é reconhecido como utilidade pública pela Câmara Municipal de Natal e aguarda o mesmo reconhecimento do Estado. "Depois disso, poderemos nos inscrever em editais e disponibilizar as informações para o público", informa a pesquisadora.
Reportagem - Ramilla Souza
Fonte: Assesoria do Mandato

No último domingo, o jornal Tribuna do Norte publicou pesquisa da Certus sobre "Avaliação dos...

antonia fernandes, Biologa
Parabéns Mineiro, pela coerência em sua prática política.
hudson alves, recepcionista
É isso aí, Mineiro. Tô contigo e não abro, meu voto é seu!!!!
ana lucia moreira , professora
Parabens deputado, fiquei feliz por nossa classe ter um defensor digno. A classe politica...


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