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04.09.2007

Hospital Walfredo Gurgel reorganiza ortopedia

Apesar da retomada do atendimento nos hospitais privados convenidados ao Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Walfredo Gurgel (HWG) ainda não transferiu todos os pacientes que precisam de cirurgia ortopédica. A informação divulgada na manhã de ontem pela unidade contabilizava 30 pessoas na lista de espera. A expectativa da direção é até sexta-feira atender a demanda reprimida e normalizar a situação.

Desde a tarde de sexta-feira passada, quando foi solucionado o impasse que paralisou o atendimento dos hospitais privados, foram transferidos 26 pacientes às três unidades conveniadas à rede pública: Itorn, Memorial e Médico Cirúrgico. De acordo com informações repassadas pela direção do HWG, uma média de 240 pacientes por mês precisam ser transferidos para a realização de cirurgias nos hospitais particulares.

Um dos pacientes que ontem continuava à espera de transferência era o agricultor Clodomiro Alves de Lima, 57 anos, morador do município de Afonso Bezerra. Sentado em uma maca no corredor do Clóvis Sarinho, ele contou que deu entrada na terça-feira da semana passada, após sofrer uma queda e machucar o ombro, mas não sabe quando será operado. ‘‘Os médicos estão prometendo a transferência, mas ainda não disseram o dia.’’

No sábado passado, um dia após o anúncio da retomada do atendimento nos hospitais privados, o agricultor Clodomiro Lima chegou a ser transferido, mas teve que retornar ao Walfredo Gurgel porque no Itorn não possui a especialidade para a cirurgia que ele precisa. ‘‘Até sexta-feira ele será transferido para o Hospital Médico Cirúrgico, que conta com a especialidade’’, garantiu o diretor do HWG, José Renato Brito.

TETO

Mesmo que a demanda reprimida seja atendida na plenitude, Brito observa que sempre haverá pacientes no HWG aguardando transferência. ‘‘Esse déficit não vai zerar nunca’’, afirmou ele, justificando que o teto financeiro mensal para o atendimento nos hospitais conveniados não é suficiente para garantir a cirurgia de todos os pacientes. ‘‘No final do mês, muitos ficam esperando porque as vagas daquele mês foram todas ocupadas.’’

Sobre a hipótese de o HWG ter estrutura própria para garantir as cirurgias pós-urgência e eletivas, o diretor descartou a possibilidade - pelo menos atualmente - por causa do elevado volume no atendimento de urgência e emergência. ‘‘A dependência vai se manter ainda por muito tempo’’, disse ele, se referindo à necessidade do convênio com os hospitais particulares.

Fonte: Diário de Natal

Tags: Política Urbana, Saúde

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