O último domingo de praia foi mais colorido - e concorrido - que os demais. Cerca de 10 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, se ‘‘montaram’’ para assistir a oitava Parada do Orgulho Gay de Natal. Os brilhos, as plumas e as plataformas altíssimas se misturaram com gritos de repúdio à violência praticada contra os homossexuais do estado.
Para o coordenador da parada e diretor executivo da Associação Pela Livre Orientação Sexual (Apolos), Wilson Dantas, o evento foi ‘‘um sucesso absoluto’’. Quatro trios elétricos e mais um carro de som animaram todo o percurso que começou na Praia dos Artistas e terminou na Praia do Forte, com a realização de shows de artistas, bandas e dj’s potiguares.
Por volta das 16h, a cantora Mariângela subiu no trio principal da parada e, guiada por uma base de música eletrônica, cantou o Hino Nacional, abrindo oficialmente a parada. Na sequência, ‘‘I will survive’’ e o trajeto de alguns metros começou a ser percorrido. Apesar do dia ser de festa, Wilson Dantas faz questão de destacar que a violência que vem sendo praticada contra os homossexuais no estado ‘‘é inadmissível’’. Para ele, o alto índice de assassinatos é fruto da inexistência de políticas estaduais. ‘‘Precisamos da implantação de uma política de estado urgente’’, frisou.
Para o advogado do Movimento Gay de Natal, Emanuel Palhano, a ‘‘tolerância’’ que existe em Natal, e em todo o Brasil, não aceita que exista sentimentos por trás de uma relação homossexual. ‘‘As pessoas até aceitam que exista uma relação sexual, mas não admitem que nessa relação exista sentimentos como o amor e companheirismo’’, cita. A importância da realização de movimentos como a parada do orgulho gay, é, segundo ele, fundamental na politização da sociedade. ‘‘Para as pessoas começarem a aceitar as relações homoafetivas’’, disse.
A madrinha da Parada Gay desse ano, a antropóloga Elizabeth Nasser, relembrou o quinto artigo da Constituição Nacional, que declara que todos os homens nascem iguais perante a lei, e gritou pelo fim da discriminação. O coordenador do Movimento GLBT do Nordeste, Marcelo Nascimento, pediu pela aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia. Para a deputada federal Fátima Bezerra, autora do projeto de lei que institui o Dia Nacional de Combate à Homofobia (17 de maio), a presença de políticos nesse tipo de evento, reforça a busca por uma sociedade mais tolerante.
Além da deputada federal, outros políticos e a imprensa nacional marcaram presença na festa. Wilson Dantas destacou a participação de rádios, tv’s e sites de São Paulo, Fortaleza e Salvador que vieram cobrir o evento pela primeira vez. O programa Escândalo (www.programaescandalo.com), da rádio Circuito Mix, de São Paulo, fez a cobertura do evento ao vivo. Para o apresentador do programa, Ricardo Gomes, ‘‘Natal está bem politizada’’.
Fonte: Diário de Natal

No último domingo, o jornal Tribuna do Norte publicou pesquisa da Certus sobre "Avaliação dos...

antonia fernandes, Biologa
Parabéns Mineiro, pela coerência em sua prática política.
hudson alves, recepcionista
É isso aí, Mineiro. Tô contigo e não abro, meu voto é seu!!!!
ana lucia moreira , professora
Parabens deputado, fiquei feliz por nossa classe ter um defensor digno. A classe politica...


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