A tarde de ontem, 5, foi de debates contra a prática da homofobia, isto é, o preconceito contra o movimento GLBT , formado por gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros.
O presidente da Associação Potiguar pela Livre Orientação Sexual, Wilson Dantas, iniciou a audiência pública expondo as principais causas da homofobia, entre elas a cultura da afirmação da masculinidade, o chamado machismo, a fragilidade ou vulnerabilidade dos gays, o argumento de legítima defesa da honra, a violência praticada sob o efeito de drogas e uma cultura de reforço a estigmas e preconceitos.
Wilson relembrou ainda a ocorrência de diversos casos de homicídios no Estado contra homossexuais, cobrando a previsão de recursos no orçamento do Estado para a implantação de ações afirmativas de combate à homofobia.
"Fico muito satisfeita por conseguir trazer valores, conceitos e preconceitos que são considerados um tabu, por muitas famílias e pela sociedade em geral. Essa iniciativa visa tirar da escuridão as vítimas dessa violência que cresce em todo o país", afirmou a deputada Gesane Marinho (PDT), autora da proposição.
Depois de apresentar as estatísticas locais, que atestam 19 homicídios apenas neste ano, Gesane cobrou a implantação de programas governamentais como o "RN sem homofobia", que prevê a formação de uma equipe multidisciplinar para atendimento às vítimas, e se comprometeu a incluir no orçamento do Estado verbas destinadas para a criação de uma coordenadoria voltada para a defesa dos homossexuais, com políticas públicas definidas para todas as áreas. "Temos que acabar com essa vergonha social", desabafou.
A deputada federal Fátima Bezerra (PT), que integra a Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT, também compareceu para discutir as políticas públicas e sobre a legislação contra a homofobia. "Queremos fomentar a discussão para construirmos juntos uma correlação de forças favoráveis à elaboração de uma legislação que promova os direitos da comunidade GLBT, mas não tem sido nada fácil", confessou. A parlamentar afirmou que pouco se avançou na luta da igualdade de direitos, por falta de interesse dos deputados federais em abraçarem essa causa.
Participaram também o presidente da Associação dos Travestis (ASTRA), Fabiano Sky, a promotora Melissa Tabosa e o coordenador dos Direitos Humanos, Marcos Dionísio.
A audiência contou ainda com a presença dos deputados Leonardo Nogueira (DEM), Fernando Mineiro (PT) e Poti Júnior (PMDB).
Fonte: Gazeta do Oeste

No último domingo, o jornal Tribuna do Norte publicou pesquisa da Certus sobre "Avaliação dos...

antonia fernandes, Biologa
Parabéns Mineiro, pela coerência em sua prática política.
hudson alves, recepcionista
É isso aí, Mineiro. Tô contigo e não abro, meu voto é seu!!!!
ana lucia moreira , professora
Parabens deputado, fiquei feliz por nossa classe ter um defensor digno. A classe politica...


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