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19.04.2011

DIA DO ÍNDIO: Registro de culturas garante preservação

 A identidade brasileira é rica e complexa. Somente entre os indígenas, são mais de 200 etnias. O fortalecimento e a preservação das culturas e das línguas indígenas é o objetivo do Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas (Progdoc), desenvolvido desde 2007, pela Fundação Nacional do Índio, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e Unesco, por meio do Museu do Índio, órgão científico-cultural da Funai, sediado no Rio de Janeiro.

A documentação das culturas e línguas indígenas amplia as possibilidades de proteção e transmissão às novas gerações. O trabalho, desenvolvido por instituições de pesquisa, é coordenado por linguistas e antropólogos. O programa formou 95 pesquisadores indígenas, sendo 48 bolsistas. As equipes multidisciplinares contam também com colaboradores das áreas de etnobiologia, geografia, pedagogia, nutricionismo, botânica e museologia,entre outras.

A seleção é feita de acordo com a vulnerabilidade dos povos, do ponto de vista do risco de desaparecimento. Os eventos culturais são escolhidos com a participação dos indígenas.  A parceria com 32 povos abrange atividades de pesquisa, levantamento e documentação de saberes tradicionais, mitos, rituais, dimensões simbólicas e estéticas, expressões linguísticas e modos de fazer associados a aspectos específicos de cada cultura.

Expedições buscam o resgistro e a valorização de conhecimentos e práticas relacionados a cultura alimentar; sistema agrícola; modos de produção, circulação e partilha de alimentos; processos de manejo da diversidade; territorialidade; arte cerâmica, plumária e de tecelagem; cantos e produção de instrumentos musicais, entre outros modos de fazer e expressões culturais.

Até agora, participam do projeto 105 aldeias indígenas dos estados do Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A ação envolve mais de 27 mil pessoas.

Todos os documentos vão para o Museu do Índio, com cópias para as comunidades e publicadas em 20 sítios na internet. Mestres e especialistas indígenas validam o material para serem usados em escolas e centros de documentação nas aldeias e terras indígenas. Além de exposições fotográficas e etnográficas, são feitas publicações de materiais didáticos e paradidáticos bilíngües, catálogos, boletins e traduçôes para línguas estrangeiras.

O acervo físico já conta com 68.500 documentos de texto e mapas; 9.635  iconográficos; e audiovisuais: 493 horas de vídeo, 321, em áudio e 50.017 fotografias.

Línguas – Como parte do Progdoc, o Programa de Documentação de Línguas Indígenas (Prodoclin) procura preservar a diversidade linguística nacional, hoje com cerca de 180 línguas nativas. O trabalho inclui a participação das comunidades e dos falantes. Além da preservação de materiais em acervos particulares e em instituições públicas e privadas, é feita a documentação de 13 línguas, das cerca de 35 consideradas mais ameaçadas de desaparecimento.

Fonte: Em Questão

Tags: Governo Dilma, Indígenas

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