A construção de políticas públicas estaduais que atentam de fato aos anseios dos homossexuais será um dos pontos em discussão na audiência publica que ocorrerá próxima segunda-feira, 05 de novembro, às 09h, na Assembléia Legislativa.
A audiência pública sobre Homofobia, solicitada pela Associação Potiguar pela Livre Orientação Sexual (APOLOS), foi proposta diante do crescente número de crimes realizados contra os homossexuais, que só este ano, 18 homossexuais foram assassinados no estado, vítimas de homofobia. Este índice foi o maior registrado até o momento.
De acordo com o diretor executivo da APOLOS, Wilson Dantas, o que falta no estado são políticas públicas estaduais e não políticas de governo. Para ele as políticas de governo não funcionam, pois acabam junto com o mandato do governante, já as estaduais são mais concretas e por isso tem periodicidade.
Para Wilson Dantas, é preciso que os gestores se dêem conta que os homossexuais têm os mesmos direitos que os demais cidadãos, e que as políticas elaboradas não se restrinjam apenas as questões referentes a prevenção de doenças. “Quando se fala em políticas voltadas aos gays só pensam em ações relacionadas a doenças como o HIV, precisamos de políticas voltadas para educação, saúde, lazer e trabalho, temos os mesmos direitos e mesmo assim não somos respeitados". Afirmou.
O deputado Fernando Mineiro é autor do projeto de lei que visa combater a violência homofóbica. Segundo Mineiro, a lei visa contribuir para que o Estado do Rio Grande do Norte possa reduzir os seus índices de violência e estatísticas de homicídios praticados contra homossexuais.
Crimes Homofobicos
De acordo com a ABGLT - Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis, a cada três dias, um homossexual é assassinato no país em decorrência de sua condição sexual. É crescentes o número de crimes de torturas, agressões, ameaças e difamações, principalmente nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, onde há um número maior de violações.
Os dados ainda são incompletos e parciais, tendo em vista que muitos crimes não são sequer registrados. É que, freqüentemente, ao tentar registrar agressões junto às delegacias, homossexuais acabam sendo vítimas de mais discriminação e preconceito por parte dos próprios policiais, passando de denunciantes a denunciados. As ocorrências são então modificadas ou desestimuladas.
Heldon Jaime
Fonte: Assessoria do Mandato

No último domingo, o jornal Tribuna do Norte publicou pesquisa da Certus sobre "Avaliação dos...

antonia fernandes, Biologa
Parabéns Mineiro, pela coerência em sua prática política.
hudson alves, recepcionista
É isso aí, Mineiro. Tô contigo e não abro, meu voto é seu!!!!
ana lucia moreira , professora
Parabens deputado, fiquei feliz por nossa classe ter um defensor digno. A classe politica...


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