Foto: Joka Madruga/MST
A platéia de empresários reunida pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) era a ideal e sensível ao tema. O candidato sabia da presença da imprensa, sempre tão favorável a ele e a propagar suas ameaças. Nesse cenário, o presidenciável José Serra (PSDB-DEM-PPS) aproveitou. Retomou o tema de campanha de acenar com o medo e o terror.
Na palestra, falou do MST e recorreu ao fantasma das ocupações de terra. Disse que no governo Dilma Rousseff elas poderão se intensificar. Sua previsão-ameaça está furada, é insustentável porque, na verdade, os avanços imprimidos pelo governo Lula nos programas sociais, na reforma agrária, na agricultura familiar e, particularmente, na criação de empregos diminuíram as tensões, ocupações e os conflitos de terra.
Não tivemos os massacres de Corumbiara (11 sem-terra assassinados em Rondônia em 1995, governo FHC), nem de Eldorado dos Carajás (19 sem-terra chacinados no Pará em 1996, governo FHC), nem a violência policial. A não ser em São Paulo, nos goveros tucanos - particularmente no de Serra - ela recrudesceu contra professores, sem-terra, sem-teto...
Serra retoma lema escravocrata
Quem não se recorda da cena dos prefeitos em sua marcha anual sendo recebidos em Brasília com bombas de gás lacrimogêneo e cães durante o governo FHC? Ao acenar com o espantalho das ocupações de terra e das inexistentes relações do PT com as FARCs, Serra rasga sua biografia e se associa a direita do pais.
Daí o elogio da revista VEJA dessa semana a ele e ao seu vice, deputado Índio da Costa (DEM-RJ) - a este, a partir da chamada da capa, vice "bom de briga" e do título da principal matéria da revista "Índio acerta o alvo". É um elogio à verborragia eleitoral de Serra, bem ao estilo da piro direita americana.
Nessa nova ameaça de disseminar o pânico no eleitorado, Serra cai no ridículo já que as invasões no governo FHC foram mais numerosas e a repressão pura e simples - da qual ele foi mestre no governo de São Paulo - além de ilegal e absurda, não resolve o problema, só o agrava.
Prova disto é que mesmo no Estado de São Paulo, governado pelos tucanos há 16 ou 28 anos, sem negociação e com repressão, as invasões e a ação dos movimentos sociais não diminuíram, e sim aumentaram nos últimos anos. O que Serra prega é a volta do lema da nossa direita agrária e escravocrata: questão social é caso de polícia.
Fonte: http://www.zedirceu.com.br/

No último domingo, o jornal Tribuna do Norte publicou pesquisa da Certus sobre "Avaliação dos...

antonia fernandes, Biologa
Parabéns Mineiro, pela coerência em sua prática política.
hudson alves, recepcionista
É isso aí, Mineiro. Tô contigo e não abro, meu voto é seu!!!!
ana lucia moreira , professora
Parabens deputado, fiquei feliz por nossa classe ter um defensor digno. A classe politica...


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